São Paulo — A produção de caminhões manteve perfil de crescimento em setembro, apontou balanço da Anfavea divulgado a quarta-feira, 7. Saíram das linhas, no mês, 9,4 mil unidades, volume 29% maior do que o registrado no desempenho de agosto. Na comparação com setembro do ano passado houve queda de 9,5%.
De acordo com Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, as montadoras aceleraram as linhas para atender a pedidos realizados à época da paralisação da produção, período compreendido de abril a junho. Esta aceleração é promovida desde julho e seguiu também em setembro.
Aceleração, no caso, é força de expressão. Saltini contou que as montadoras ainda se esforçam para ajustar a produção à realidade do mercado, principalmente na cadeia de fornecedores, que sofreu com o abastecimento de insumos durante os meses iniciais da pandemia. "O momento ainda é de ajustes, tanto nas montadoras quanto nos fornecedores de componentes. A velocidade nas linhas ainda é menor por causa das medidas de proteção adotadas pelas fábricas, que espaçou os turnos."
As demandas do agronegócio seguem sendo como as mais importantes em termos de volume de produção, disse Saltini, sobretudo no segmento de modelos de caminhões pesados. Em setembro foram produzidas 4,1 mil unidades, 47% a mais do que o volume de agosto.
Retração. O volume de produção acumulado até setembro foi de 58,3 mil unidades, desempenho que representa queda de 33,3% na comparação com o resultado de igual período no ano passado. O resultado do mês, e o do acumulado do ano, foram os menores desde setembro de 2017.
Se o volume de produção evoluiu mensalmente as vendas de caminhões caíram 9,5% de agosto para setembro, somando 7,3 mil unidades. Até setembro foram vendidos 62,7 mil unidades, 15,5% a menos do que nos nove primeiros meses do ano passado.
Os caminhões Mercedes-Benz foram os mais vendidos até setembro, 18,4 mil unidades, queda de 12,3% sobre o volume vendido em igual período de 2019. Os veículos da Volkswagen Caminhões e Ônibus ocuparam a segunda colocação nos mais vendidos: 18,3 mil unidades no acumulado do ano, 3% a menos.
As vendas de caminhões Volvo somaram 10,5 mil unidades até setembro, volume 9,5% menor do que o registrado de janeiro a setembro de 2019. O volume de licenciamento de caminhões Scania foi de 5,5 mil unidades, resultado 43% inferior ao registrado no ano passado.
Iveco e DAF registraram crescimento das vendas no acumulado do ano até setembro. Os licenciamentos de veículos Iveco somaram 3,4 mil unidades, alta de 34%, e os de caminhões DAF, que recentemente atualizou sua oferta com nova cabine do modelo pesado XF, chegaram a 2,9 mil unidades até setembro, alta de 29% sobre o volume vendido de janeiro a setembro de 2019.
O segmento de pesados registrou queda de 15,4% nas vendas do acumulado do ano, mas se mostra como aquele com mais nível de acirramento dos competidores. A Mercedes-Benz ocupou a primeira posição do pódio, 9,3 mil unidades, os modelos Volvo apareceram na segunda colocação, com 8,9 mil unidades licenciadas, e o volume de caminhões Scania vendidos no segmento, até setembro, foi de 5,5 mil unidades.
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