São Paulo — Luca de Meo, CEO do Grupo Renault, apresentou na sexta-feira, 15, seu novo plano estratégico, graciosamente chamado Renaulution, que pretende “mudar a estratégia do Grupo Renault de volumes para valor”. A ideia nem é tão complexa: passar a dispor de presença mais discreta nos segmentos de entrada, que geram menos caixa, e investir no andar de cima e aproveitar sua melhor rentabilidade.
Trata-se de ideia recorrente, hoje, no mundo da indústria produtora de veículos. Ou seja: no caso é buscar resgatar a competitividade do grupo.
Uma nova organização deverá estabelecer o Ranaulution, liderada pela engenharia “com marcas claramente diferenciadas e independentes, gerenciado sua própria lucratividade” – será, então, “uma organização orientada para o valor”.
A última má notícia: índices de participação de mercado e volume de vendas não serão o norte do desempenho das quatro unidades, sucedidos pela lucratividade, pela geração de caixa e pela eficiência dos investimentos. E que se cumpram os objetivos financeiros: gerar cerca de € 3 bilhões de fluxo de caixa livre operacional acumulada na Divisão Automotiva em 2021-2023, e de € 6 bilhões, idem, no período 2021-2025.
De acordo com comunicado o novo plano tem três fases, executadas em paralelo: Ressurreição vale até 2023 e deverá recuperar a geração de caixa e de margens, Renovação, que vai até 2025, é o foco em gamas de produtos “mais ricas e renovadas” a alimentar a lucratividade. E Revolução, a terceira fase, começa em 2025 com o objetivo de centrar o olho em modelos de negócios de mobilidade, de tecnologia e de energia, dando ao grupo espaço de destaque “na cadeia de valor das novas mobilidades”.
Nas considerações gerais o novo plano “contará com a Aliança para expandir a cobertura de produtos, negócios e tecnologias” e deverá acelerar “os serviços de mobilidade, serviços de energia dedicados e relacionados ao tratamento de dados”.
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