São Paulo – O setor automotivo nacional voltou a se reunir na Lat.Bus, feira dedicada ao setor de ônibus que abriu as portas no Expo São Paulo na terça-feira, 9. As conversas nos corredores tinham o mesmo sentido: como faz falta esse encontro pessoal, principalmente depois de dois anos e meio sem que clientes e fabricantes estivessem debaixo do mesmo teto em uma feira. As lives e as videoconferências foram úteis mas não substituíram o cara a cara.
E este retorno foi justamente com o setor de ônibus, sem dúvidas o que mais sofreu com as medidas de restrição criadas com a pandemia, e que começa a se reerguer agora. As fabricantes aproveitaram para apresentar suas novidades em chassis com tecnologias que cumprem a legislação Euro 6, que entra em vigor a partir do ano que vem, e em sua maioria mostraram, também, sistemas de propulsões alternativos, com destaque para os elétricos.
Iveco, Marcopolo, Mercedes-Benz e Volvo apresentaram seus elétricos, alguns já confirmados, outros ainda em processo de estudo. BYD e Eletra também têm suas soluções e a Scania aposta na tecnologia GNV, já disponível para produção em São Bernardo do Campo, SP.
Já a futura lei de emissões vigente a partir de 2023 provoca corrida de antecipação de compras, que não será tão forte pelo contexto atual de dificuldades logísticas e de produção. Há montadoras com pedidos em carteira até outubro, novembro, e já admitem que não conseguirão atender a toda demanda antecipada. Segundo Walter Barbosa, diretor da Mercedes-Benz, há aumento de 50% na busca por chassis novos.
Segundo a Anfavea a produção de chassis ônibus somou 16,5 mil unidades de janeiro a julho, alta de 38,8% sobre o mesmo período do ano passado. As vendas caíram 2,9%, para 8,6 mil unidades, diferença que é justificada pelo intervalo da entrega do chassis à finalização de sua produção pelas encarroçadoras.