São Paulo – Oscilar da décima para a décima-primeira posição do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves, disputando com sua companheira de Grupo Stellantis, a Citroën, é pouco para a Peugeot. A avaliação é de seu vice-presidente para a América Latina, Felipe Daemon, que deseja subir mais degraus.
Não deve demorar muito. Sem revelar a receita ele disse, durante o lançamento da versão turbo do hatch 208, modelo responsável por mais de 80% dos licenciamentos da Peugeot no Brasil, que 2023 e 2024 serão grandes anos: “Estamos na briga pela décima posição, mas queremos ir além. Quando cheguei à Peugeot tínhamos 0,7% de participação. Hoje estamos com 1,6%”.
Daemon assumiu a empresa logo após a criação da Stellantis, nomeado pelo COO Antonio Filosa. Ele havia trabalhado, com destaque, na renovação da picape Fiat Strada – um exF, portanto, como se autodenominam os vindos da FCA: os exP são os que vieram da PSA.
Em 2021 as vendas da Peugeot no Brasil cresceram 126% sobre o ano anterior. No ano passado houve novo salto, de 41%, somando 41,7 mil emplacamentos: “A Peugeot foi responsável por um terço do crescimento da Stellantis na América do Sul”.
As alavancas deste crescimento, de acordo com Daemon, foram a evolução da gama de produtos – consolidada com a versão turbo do 208, que passou a competir em 100% do segmento hatch compacto –, o crescimento da rede, atualmente com 169 pontos de vendas, e comunicação mais assertiva, que conseguiu alcançar o cliente.
O vice-presidente mantém em sigilo os próximos passos da Peugeot, que terá mais um modelo, possivelmente a nova geração do SUV 2008, produzido em El Palomar. Mas deixou uma possibilidade no ar quando questionado sobre o híbrido flex, sistema que a Stellantis apresentou há alguns meses: “Ser responsável por um terço do crescimento da Stellantis na região indica que a Peugeot é protagonista dentro do grupo. Posso dizer que continuaremos sendo protagonistas”.