São Paulo – Mais uma vez o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, concordou publicamente com o retorno do imposto de importação para veículos elétricos, hoje zerados, e para híbridos, com descontos. Na sexta-feira, 6, ele voltou a falar da necessidade de proteger a indústria e atrair novos investimentos para o País, o que, na sua visão, só seria possível se a alíquota retornar, ainda que de forma gradativa, aos 35%.
Seu discurso mudou um pouco, porém. Ele se esquivou na hora de pormenorizar o que pretendia ao sugerir cotas de veículos livres de impostos para fabricantes daqui, no processo de transição tecnológica, e disse que empresas como BYD e GWM, que já têm investimentos anunciados ou em curso no País, também deveriam ter as suas cotas:
“Elas são o exemplo de operação que desejamos. Nossa intenção é atrair novos investimentos. Quanto mais empresas produzindo localmente maior será a competitividade, assim como a geração de empregos e o desenvolvimento do conhecimento”.
O presidente pediu atenção com o tema e respeito aos 1,2 milhão de empregos que a indústria nacional gera. Ele teme que, sem o retorno do imposto de importação, futuros investimentos das matrizes no Brasil para produção das novas tecnologias possam ser afetados.
Lima Leite afirmou que a situação, hoje, é bem diferente da de 2011 quando, também por receio de uma “invasão chinesa” – que nunca veio e sequer esteve perto de vir – o governo criou o Super IPI, com 30 pontos porcentuais a mais do imposto: “Nós defendemos a recomposição da tarifa que já existia e que foi zerada”.
De toda forma, garantiu o presidente da Anfavea, a decisão está nas mãos do governo, que já sinalizou a intenção de retomar o imposto de importação para elétricos e híbridos mas sem entrar em pormenores.