Volume embarcado de 18,7 mil unidades foi o pior desde abril de 2020. No acumulado de doze meses foram enviados a outros países 528,8 mil veículos.
São Paulo – Apesar do desempenho de dezembro, em que foram exportados 18,7 mil veículos, o menor volume para um mês desde abril de 2020, no acumulado de 2025 as exportações somaram 528,8 mil unidades, 32,1% ou 128,8 mil produtos a mais do que em 2024. Os dados foram apresentados na quinta-feira, 15, pela Anfavea.
Os embarques do último mês do ano despencaram 47,7% em comparação com novembro, 35,7 mil unidades, e encolheram 38,1% frente a dezembro de 2024, 30,2 mil. Segundo o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, a entidade dialogou com diversas empresas a fim de entender o ocorrido e o que justificou este pé no freio foi algo que definiram como pontual:
“Houve readequação e redirecionamento da produção até para o mercado doméstico, pois havia importante volume de lançamentos”, afirmou. “Mas, a despeito disso, a exportação superou em 128,8 mil a quantidade de 2024.”
Segundo Calvet o grande destaque de 2025 ficou por conta do apetite da Argentina, que ampliou suas compras em 85,6% na comparação com o ano anterior, totalizando 302,5 mil unidades ou 57,2% do total: “Isto nos leva a um segundo movimento, que é seguir fortalecendo esta relação”.
O dirigente ressaltou, ainda, a demanda da Colômbia, estendida em 19,5% frente a 2024, com 42,2 mil veículos ou 8% do total, encaixando-se como o terceiro maior comprador: “Embora 2025 tenha sido marcado por muita instabilidade na relação do Brasil com este país, em virtude da denúncia de que o acordo bilateral corria o risco de não ser renovado, o que trazia falta de previsibilidade, ele foi renovado e, igualmente, deve ser fortalecido”.
O México reduziu as importações de veículos brasileiros em 16,5%, ao adquirir 79,2 mil unidades, o que ainda o mantém como o segundo maior cliente das montadoras locais, com 15% do total. O Uruguai, na quarta colocação, também diminuiu suas encomendas e comprou 32,6 mil unidades, recuo de 9,6%. Na quinta posição o Chile, com 24,7 mil veículos, por sua vez, ampliou em 29,5% a demanda.
Frente ao resultado, no comparativo com a quantidade de veículos importados que entrou no Brasil, 498 mil unidades, a balança comercial ainda segue positiva, mesmo que de maneira bastante tímida e diferença de apenas 30,8 mil unidades. Calvet espera que em 2026 as exportações continuem crescendo, embora com leve alta projetada pela Anfavea, praticamente estabilidade, de 1,3%, para 536 mil veículos.
Quanto aos recursos obtidos pelas montadoras com as vendas ao Exterior, US$ 13,5 bilhões, houve acréscimo de 23% com relação ao acumulado de 2024. Somente em dezembro, em que a indústria faturou US$ 646,6 milhões, a queda foi de 32,3% frente a novembro e de 30,7% sobre o mesmo mês do ano anterior.