São Paulo – Foram produzidos em janeiro 1 mil 820 chassis de ônibus, praticamente o mesmo volume do primeiro mês do ano passado, 1 mil 806 unidades, leve alta de 0,8%. Em comparação com dezembro, quando 701 unidades saíram das linhas de montagem, o volume mais do que dobrou, com alta de 160%, de acordo com dados da Anfavea divulgados na sexta-feira, 6.
Ao mesmo tempo as vendas de ônibus, que totalizaram 1 mil 180 unidades, recuaram 34% frente às 1 mil 784 unidades comercializadas no primeiro mês de 2025. Com relação a dezembro, quando foram emplacadas 2 mil unidades, a queda foi ainda maior, de 43,6%.
Segundo o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, podem justificar o cenário dois fatores, sendo um deles o arrefecimento nas vendas para o programa do governo federal Caminho da Escola e, outro, o atraso nas licitações das cidades para a aquisição de ônibus.
Calvet citou que, no mês passado, foram emplacados 201 veículos para o Caminho da Escola, enquanto que em dezembro foram 257 unidades, ou seja, houve uma diminuição de 22%. Quando comparado a janeiro de 2025, em que o programa demandou 303 ônibus, a redução é de 35%.
Isto pode ser entendido pelo atraso no pregão neste início de ano para novas aquisições. O que também pode ser aplicado aos municípios que, assim como o governo federal, estão demorando mais para fazerem suas encomendas às montadoras. Reflexo disso é o tombo de 54% nas vendas de ônibus urbanos.
O dirigente, no entanto, ressaltou não poder afirmar que os resultados de janeiro sejam uma tendência de mercado para o setor: “Temos que aguardar mais um pouco para ver como a demanda por ônibus, que é aguardada, se dará.”