Seminário Megatendências discutirá o Mover e a reforma tributária

São Paulo – Em 2024 o Brasil se prepara para crescer reorganizando os fundamentos da sua economia, do meio ambiente e da indústria. Neste processo o setor automotivo, responsável por mais de 20% do PIB industrial, tem papel essencial na reindustrialização e no estímulo aos negócios no País.

Nos últimos dias de 2023 o aguardado programa Mover foi finalmente anunciado pelo governo, que estipulou as regras e a previsibilidade para a transição aos veículos mais sustentáveis e tecnologicamente avançados. Essa mudança certamente trará impactos profundos na produção e nos planos de negócios de todas as empresas da cadeia automotiva.

O Mover não representa apenas uma alteração nas regulamentações. Simboliza um compromisso renovado com a sustentabilidade e a inovação na indústria automotiva brasileira, localizando o País como participante ativo do movimento global em direção à mobilidade sustentável. Por isto é crucial compreendê-lo em todos os pormenores.

Estes temas fundamentais serão discutidos e explorados no Seminário Megatendências 2024, os Desafios do Novo Brasil. Em 19 e 20 de março AutoData reunirá líderes das principais entidades industriais do País, presidentes de montadoras e de empresas sistemistas, consultores e especialistas renomados para compartilhar suas visões sobre o futuro de médio e longo prazo na região.

Este será o primeiro evento presencial organizado por AutoData em 2024. Serão dois dias intensos de trabalhos no Centro de Convenções da Universidade Senac, localizado em São Paulo, na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823. Para aqueles que fizerem sua inscrição até 19 de janeiro oferecemos um desconto de 15%. Basta clicar o link ou acessar nossa área de Seminários.

Fábrica da BMW em Munique produzirá só elétricos a partir de 2027

São Paulo – O Grupo BMW anunciou que em 2026 produzirá o sedã Neue Klasse e que, a partir do fim de 2027, sairão apenas veículos 100% elétricos de sua unidade de Munique, Alemanha, considerada a fábrica-mãe. Será o primeiro local de produção da empresa a manufaturar apenas modelos a bateria.

A transformação na unidade, que tem mais de um século de história e que já passou por diversas mudanças, como a conversão da produção de motores de aeronaves para automóveis, decorre de investimento de € 650 milhões e inclui quatro edifícios, uma nova linha de montagem com áreas logísticas e uma nova oficina.

Everton Kurdejak é o novo vice-presidente comercial da Carbon

São Paulo – Everton Kurdejak, que até o ano passado era vice-presidente comercial para Jeep e Ram, é o novo vice-presidente comercial da Carbon, empresa de blindagem de veículos. O principal desafio do executivo é conduzir o crescimento da companhia e expandir sua fatia de mercado dos atuais 20% para 30%.

Segundo a Carbon Kurdejak também será o responsável por levar inovações em termos de políticas comerciais, unindo seu perfil focado no cliente com a expertise da empresa no mercado de segurança automotiva.

Graduado em engenharia, com formação no Brasil e na Europa, acumulou passagens por companhias como Renault-Nissan e Fiat antes de assumir seu antigo cargo na Jeep e na Ram. Possui mais de duas décadas de experiência no setor automotivo.

HPE Automotores anuncia Márcia Neri como diretora de marketing

São Paulo – Especialista em planos de marketing, comunicação e negócios, com mais de 27 anos de experiência na área, Márcia Neri é a nova diretora de marketing da HPE Automotores, que representa a Mitsubishi Motors e a Suzuki Veículos.

Graduada em comunicação social, marketing e propaganda pela ESPM, desde o início do mês passou a responder pelas áreas de marketing, comunicação e eventos da HPE.

Nos últimos dez anos a executiva trabalhou como consultora estratégica para a Mitsubishi Motors e a Suzuki Veículos nas agências África, Ampfy e Tech and Soul. E também executou projetos de branding com sua consultoria própria e em projetos de estratégia com a Nideias, nos últimos três anos.

Em 2017 Neri foi indicada ao Prêmio Caboré na categoria Profissional de Planejamento, e por dois anos foi jurada no Effie Awards Brasil. Um dos destaques de sua carreira foi que desde o lançamento do Submarino, em 1999, até seu IPO, em 2005, respondeu pela área de marketing e liderou o desenvolvimento do modelo de negociação de mídia por desempenho, considerado benchmark no mercado de e-commerce.

Volkswagen abre inscrições para seu programa de estágio

São Paulo – Estudantes universitários com graduação prevista de dezembro de 2024 a julho de 2026 podem se inscrever no programa de estágio 2024 da Volkswagen, que sob o tema Inovação que Conecta, Diversidade que Impulsiona, tem como objetivo fomentar a inclusão de públicos diversos, como pessoas negras, do gênero feminino, LGBTQIA+, PcD e gerações sêniores.

A empresa oferece mais de oitenta vagas para trabalho nas fábricas de veículos Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, Taubaté, SP e São José dos Pinhais, PR, da unidade de motores em São Carlos, SP, e no Centro de Peças e Acessórios em Vinhedo, SP.

Os cursos elegíveis são administração, administração com ênfase em comércio exterior, análise de sistemas, secretariado, ciências contábeis, ciências da computação, ciências econômicas, comunicação social, marketing, propaganda e marketing, publicidade e propaganda, direito, economia, engenharia ambiental, engenharia automotiva, engenharia civil, engenharia de controle e automação, engenharia de materiais, engenharia de produção, engenharia elétrica ou eletrônica, engenharia mecânica, engenharia mecatrônica, engenharia química, tecnologia da informação, recursos humanos e psicologia. 

Dentre os benefícios estão plano de saúde, desconto para compra de veículos 0 KM, bolsa auxílio, seguro de vida, parcerias com Gympass e Zenklub, almoço parcialmente subsidiado, estacionamento gratuito, transporte fretado gratuito e ambulatório médico na unidade.

As inscrições podem ser feitas até 31 de janeiro neste link. O processo seletivo será composto por teste on-line, dinâmica em grupo e entrevista. A contratação é prevista para abril.

Investimentos virão após a publicação do Mover, garante Anfavea

São Paulo – O efeito de curto prazo esperado após a chegada do Mover, Mobilidade Verde e Inovação, a política industrial que dita as diretrizes da indústria de mobilidade e que foi, enfim, publicada em 30 de dezembro, será a definição e o consequente anúncio de planos de investimentos de companhias que aguardavam apenas a definição das regras para finalizar seus planejamentos. É a expectativa de Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, que elogiou o programa do governo e disse esperar até abril para a publicação de boa parte das portarias que restam para regulamentar o Mover.

Embora algumas empresas como Nissan e Renault tenham anunciado no fim do ano ciclos de investimentos, sem esperar a publicação da política industrial, outras admitiam estar trabalhando em planos de aportes mas aguardavam o Mover para finalizar seus projetos. Ao menos quatro delas, General Motors, HPE, Stellantis e Volkswagen, admitiram isto durante o Congresso AutoData Perspectivas 2024, em novembro.

Segundo Lima Leite a previsibilidade gerada pela publicação das regras destravará estes planos represados: “Outro fator importante foi a definição do cronograma do retorno do imposto de importação para os eletrificados. Estes dois fatores tornaram mais claro o Norte para se investir no Brasil”.

O presidente da Anfavea disse que o Mover foi criado em conjunto pela indústria e governo, a quem parabenizou pelo produto final. Questionado se faltou alguma coisa, ele citou a desoneração das exportações, que acabou ficando de fora. “Mas é algo que será tratado na reforma tributária que foi aprovada no Congresso no fim do ano”.

O fato de o Mover ser criado por meio de MP preocupa de certa forma o executivo, que disse ser preciso convencer Câmara dos Deputados e Senado Federal da importância das medidas para o setor de mobilidade. As MPs têm vigência de 120 dias e precisam ser aprovadas nas duas casas para se tornarem leis.

“Agora vamos estruturar uma agenda com governo, Sindipeças e academia para destrinchar os pormenores do programa e ampliar o diálogo com a sociedade.”

Renault Duster tem alterações no design e mais conforto e segurança

São Paulo – Com pequenas alterações de design e mais itens de conforto, segurança e entretenimento o Renault Duster teve seu portfólio atualizado, com a simplificação para duas novas versões, Intense Plus e Iconic Plus, meses antes da chegada ao mercado do Kardian.

Novos faróis em LED e uma grade frontal renovada são as novidades na dianteira. Atrás são as lanternas em LED inéditas. Por dentro o descansa braço foi substituído por um console elevado, o quadro de instrumentos tem novos grafismos e duas entradas de USB foram incorporadas na parte traseira, somando quatro conexões para dispositivos eletrônicos. Todas as versões passam a oferecer seis airbags de série.

Renault Duster Iconic Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault @rodolfobuhrer.

A nova gama chega em quatro opções:

Renault Duster Intense Plus 1.6 SCe MT – R$ 122 mil 290
Renault Duster Intense Plus 1.6 SCe CVT – R$ 131 mil 190
Renault Duster Iconic Plus 1.6 SCe CVT – R$ 139 mil 890
Renault Duster Iconic Plus 1.3 TCe CVT – R$ 153 mil 890

Goiana produziu mais de 50 mil Jeep Commander

São Paulo – O Polo Automotivo Stellantis de Goiana, PE, alcançou a marca de 50 mil unidades do Jeep Commander produzidas em pouco mais de dois anos. O primeiro Jeep projetado e desenvolvido no Brasil é vendido no mercado local e exportado para países da América Latina.

A fábrica de Pernambuco produz, ainda, os Jeep Renegade e Compass e as picapes Fiat Toro e Ram Rampage. Só de modelos Jeep soma mais de 1 milhão de unidades entregues ao varejo.

Vendas de ônibus crescem mas produção não acompanha

São Paulo – O ano foi marcado pela recuperação nas vendas de ônibus, o segmento que mais sofreu durante a pandemia devido à sua característica de transporte coletivo, apesar da mudança de motorização para o Euro 6, o que encareceu o produto. Avançaram 17,7% e somaram 20,4 mil unidades, assim recompondo, gradualmente, a perda de mercado que em 2020 totalizou 13,9 mil, em 2021 14,1 mil e, em 2022, 17,4 mil unidades.

Os dados foram divulgados na quarta-feira, dia 10, durante apresentação do balanço do setor automotivo de 2023 pela Anfavea. A renovação e a ampliação de frotas, tanto urbanas como rodoviárias, entretanto, não foram suficientes para estimular a produção, devido aos altos estoques. Tanto que do total comercializado no ano passado apenas 44% foram produzidos no mesmo ano.

Segundo Vinícius Pereira, economista da Anfavea, o porcentual ficou um pouco menor do que o de caminhões, que alcançou 53%, e bem abaixo da média quando há transição da tecnologia de emissões de motores: “Historicamente, quando se tem essa situação, 67% das vendas referem-se a veículos produzidos no mesmo ano”.

Foram fabricados 20,6 mil ônibus em 2023, tombo de 35,2% em comparação ao ano anterior, 31,8 mil unidades. O volume, no entanto, está acima dos fechamentos de 2021, com 18,9 mil unidades, e de 2020, com 18,4 mil.

Devido a atrasos na licitação do novo edital do programa do governo federal Caminho da Escola, cuja validação dos vencedores foi publicada apenas no fim de novembro, os 15,3 mil ônibus escolares utilizados para transportar estudantes da rede pública que residem em áreas rurais e urbanas de difícil acesso começarão a ser produzidos este ano.

De acordo com o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o principal impacto proveio das renovações e ampliações de frotas urbanas, muitas com licitação em andamento, caso da Prefeitura de São Paulo, e exigência de que os veículos sejam menos poluentes, o que ampliou a demanda por modelos 100% elétricos, com produção ainda em desenvolvimento no País, a exemplo de Mercedes-Benz, Marcopolo, Eletra e BYD.

As quatro fabricantes ganharam incentivo adicional para comercializar seus veículos a bateria por meio de acordo firmado pela Prefeitura de São Paulo com o BNDES, para dispor de crédito de R$ 2,5 bilhões para a compra de 1,6 mil dos 2,6 mil ônibus elétricos pretendidos até o fim do ano que vem

Contribuíram, ainda, para a menor fabricação a queda de 6,7% nas exportações, totalizando 4,9 mil unidades. Somente em dezembro foram 415 ônibus, 15,8% a menos do que no mesmo mês em 2022 e 0,2% acima de novembro.

A produção no último mês do ano somou 1,2 mil unidades, 32,3% abaixo de dezembro de 2022 e 33,3% inferior à de novembro. As vendas também reagiram mal, com 1,4 mil unidades, 35,5% aquém mesmo período no ano anterior e 6,7% menor na comparação mensal.

Produção de veículos fecha 2023 com recuo de 2%

São Paulo – A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus alcançou 2 milhões 325 mil unidades em 2023, o que significou 45 mil a menos do que no ano anterior, recuo de 1,9%. O volume também ficou um pouco abaixo do projetado pela Anfavea, que divulgou o balanço na quarta-feira, 10: era esperado que saíssem das fábricas 2 milhões 359 mil unidades, 34 mil a mais que o efetivo, o que configuraria praticamente estabilidade com 2022, leve recuo de 0,5%, diferença de 11 mil unidades.

Segundo o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite, apesar do tímido crescimento da produção de automóveis e comerciais leves, de 1,3% ante o ano anterior, com 2 milhões 203 mil unidades, o baque foi puxado pelos veículos pesados, cuja fabricação encolheu 37,5%, com 121,1 mil unidades.

De acordo com a projeção anterior era aguardada a produção de 2 milhões 236 mil veículos leves, 33 mil a mais, e de 123 mil pesados, 1,9 mil a mais. Analisada separadamente a produção de caminhões despencou 38% em 2023, para 100,5 mil, e a de ônibus levou tombo de 35,2%, totalizando 20,6 mil unidades.

“O grande volume de estoques do ano anterior, somado à queda na demanda por causa da mudança da motorização para o Euro 6, fez com que a produção de pesados caísse. Vejam só: o ano passado começou com 60 mil caminhões em estoque e, em dezembro, restavam ainda 38 mil”.

Mais: os atrasos na licitação da nova etapa do programa Caminho da Escola não refletiram na produção de 2023 pois ficou tudo para este ano.

O dirigente apontou como responsáveis para o cenário os juros ainda em patamar elevado, apesar da redução gradual no ano passado, a maior restrição no acesso ao crédito, que ainda perdura, a redução das exportações e o aumento da entrada de veículos importados no País.

Ao mesmo tempo em que as exportações diminuíram 16%, somando 404 mil unidades, as importações cresceram 29%, chegando a 352 mil unidades. Lima Leite ponderou que a demanda do consumidor por híbridos e elétricos estimulou a entrada destes produtos no País, ainda com produção escassa local, o que fez com que as vendas crescessem 9,7% em 2023, com 2 milhões 309 mil unidades. Sendo, destes, 94 mil eletrificados, considerando apenas automóveis e comerciais leves, 4% do total.

Quanto às exportações mercados importantes como Argentina, Colômbia, Chile e Peru reduziram suas encomendas no ano passado. Apenas México e Uruguai ampliaram – tanto que os mexicanos, pela primeira vez na história, tornaram-se os principais compradores de veículos brasileiros, no logar dos argentinos.

Com relação às importações o destaque foi a China, que ampliou em 431% o ingresso de veículos no Brasil, ao lado de Argentina e México. O dirigente acredita que, apesar da retomada gradual do imposto de importação, os volumes deverão continuar semelhantes este ano até que a produção local comece a oferecer mais opções eletrificadas.

Em dezembro foram produzidos no Brasil 171,6 mil veículos, 10,4% a menos do que no mesmo mês em 2022 e 15,3% abaixo de novembro.

Os estoques somavam 210 mil unidades, sendo 144,3 mil nas concessionárias e 65,8 mil nos pátios das fábricas, o equivalente a 25 dias para a desova: “Esse estoque, que em novembro chegou a 251,5 mil unidades, não pode crescer, pois quando isso ocorre naturalmente temos paradas de fábricas e reduções de turno. E neste caso observamos movimentos de leve crescimento, mas em patamar muito inferior ao pré-pandemia, em que batemos 350 mil veículos”.

O emprego nas montadoras no último dia do ano estava em 98,9 mil profissionais, 2,9% abaixo dos 101,9 mil do mesmo período em 2022 e 2,2% inferior aos 101,2 mil de novembro: “São reflexo dos movimentos de duas fábricas, uma delas que abriu programa de demissão voluntária, que se concretizou em dezembro. E outra em que alguns contratos de trabalho temporários chegaram ao fim, mas esperamos que possam ser renovados este ano, a partir do aumento da demanda e da produção de veículos”.

Lima Leite referiu-se a duas montadoras sediadas no Grande ABC, a General Motors, que recuou nas 1,2 mil demissões e negociou PDV, cujo balanço não foi divulgado, e Mercedes-Benz, que encerrou contratos temporários em maio e dezembro, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, sem perspectiva inicial de renovação.