Anfavea: indústria crescerá dois dígitos em 2019.

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CompartilheCongresso AutoData 2019
15/10/2018

São Paulo – Na visão da Anfavea o mercado e a produção brasileira de veículos crescerão na casa dos dois dígitos em 2019 – e dentro deste universo as vendas um pouco acima, o volume produtivo um pouco abaixo. As projeções foram divulgadas pelo presidente Antonio Megale no primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2019, a segunda-feira, 15, no Hotel Transamérica, na Capital paulista.

 

“Projetamos crescimento do mercado doméstico na casa dos dois dígitos baixo e a produção mais ou menos na mesma proporção, talvez um pouco abaixo dos dois dígitos. No caso das exportações, a perspectiva é manter os volumes deste ano: acreditamos na retomada dos mercados argentino e mexicano a partir do segundo semestre de 2019”.

 

O executivo acredita na manutenção do controle da inflação e da taxa Selic até o fim do ano, menos volatilidade no câmbio e um avanço de 1,8% do PIB no quarto trimestre. Megale ainda reafirmou as expectativas da entidade para 2018: 2 milhões 546 mil unidades no mercado interno, 3 milhões de veículos produzidos e 700 mil exportados.

 

Para 2019 a projeção da Anfavea é de 4,2% de inflação, Selic em 7,5%, dólar a R$ 3,85 e aumento de 2,5% do PIB – independente do resultado das eleições presidenciais que, embora preocupem, não têm afetado diretamente o desempenho do mercado. “As vendas estão crescendo mesmo durante a campanha.”

 

O presidente da Anfavea aproveitou sua apresentação para ressaltar que a entidade é apolítica e se mantém neutra na disputa presidencial. “O que nós queremos é conversar com os candidatos e suas equipes econômicas para entender melhor os programas de governo. Precisamos mostrar a relevância da indústria na geração de tecnologia, renda e emprego. Representamos 4% do PIB.”

 

Megale também mostrou otimismo com relação à aprovação do Rota 2030, ainda pendente no Congresso. A Medida Provisória tem mais um mês de vigência – seu prazo para expirar é 14 de novembro –, mas o dirigente acredita que toda a tramitação necessária ocorra até lá. Ainda faltam a publicação do decreto com a regulamentação do programa automotivo, a apresentação e a votação do relatório na Comissão Mista, aprovação nos plenários das duas casas e, enfim, sanção presidencial.

 

“Existe o compromisso do governo e do Congresso para a aprovação do Rota 2030. Estamos frequentemente em Brasília conversando com o relator e os líderes do governo. A aceitação é boa: quanto explicamos o programa, todos aplaudem”.

 

Foto: Rafael Cusato.