GM: 2019 verá mercado em crescimento de até 13%.

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CompartilheCongresso AutoData 2019
16/10/2018

São Paulo – Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, se mostrou otimista durante apresentação no Congresso AutoData Perspectivas 2019, em seu segundo dia na terça-feira, 16, em São Paulo, Capital.

 

Para o executivo o mercado brasileiro fecha 2018 em 2,5 milhões de unidades vendidas, “ou até mais”. Apesar das vendas diretas em alta, ele ainda vê potencial para crescimento no varejo e, assim, para 2019 projeta avanço de 12% a 13% nas vendas internas.

 

A General Motors tem sua operação no Mercosul unificada. E para a Argentina Zarlenga aposta em 2018 de 790 mil veículos, queda de 12,5% em relação a 2017, e um 2019 com ampla variação, de 700 mil a 800 mil. De qualquer forma, considerando o Mercosul como um todo, o executivo garante: “Não vemos um cenário de crise no próximo ano”.

 

Sobre o programa Rota 2030, Zarlenga fez ponderações. Defensor de uma política de integração do Mercosul, ele afirmou acreditar que na comparação com outros mercados globais Brasil e Argentina estão como em uma corrida partindo de trás, com “um monte de lição de casa” a cumprir.

 

Para ele o Rota 2030 falha em alguns pontos como, por exemplo, não aprofundar a questão da eletrificação: “E todos os mercados sabem que o futuro é elétrico”. Ele citou a reserva de lítio da Argentina como uma vantagem para aquele país.

 

Apesar da crise no mercado vizinho Zarlenga confirmou a produção de um futuro modelo na Argentina, para ser comercializado no Mercosul: “Estamos comprometidos com esse investimento e contamos com a reforma fiscal aprovada na Argentina”.

 

E mais uma vez o executivo da GM defendeu a padronização veicular Brasil-Argentina em itens como segurança, emissões e eficiência energética. “Para pensar no Mercosul como potência exportadora precisamos corrigir vários pontos. Temos grandes oportunidades.”

 

Foto: Rafael Cusato