Para Ford e VW não há limite de futuro

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Detroit – São muito razoáveis as possibilidades de que a aliança da Ford e Volkswagen, anunciada pelos CEOs Jim Hackett e Herbert Diess na terça-feira, 15, evolua, ao longo de poucos anos, para um compromisso mais rígido na forma de fusão e ou incorporação, acreditam fontes próximas dos acontecimentos. Por enquanto o interesse conjunto declarado é o desenvolvimento de picape média que substituirá Ranger e Amarok até 2022 e de vans comerciais na Europa.

 

A necessidade da duas companhias é “gerar escala e eficiências a partir de 2023”.

 

Em Detroit, para acompanhar o salão do automóvel, o presidente Lyle Watters, da Ford América do Sul, e seu vice-presidente de Comunicação, Estratégia e Assuntos Governamentais, Rogelio Golfarb, aproveitaram as presença de jornalistas brasileiros e argentinos para ajudar no entendimento do espírito da Aliança Ford Volkswagen.

 

“Trata-se de aliança global e não regional, como aconteceu no passado [ele se referiu à Autolatina]”, disse Watters. “O primeiro foco são picapes, sob a liderança da engenharia Ford, e depois vans comerciais na Europa, sempre com foco em melhorias para as duas empresas. Ao longo do tempo teremos portas abertas para discutir nossos potenciais com relação à eletrificação e aos veículos autônomos, Aos serviços de mobilidade, enfim.”

 

Claro que ainda não está claro como esses objetivos se sucederão, como será o fornecimento de motores e de partes e autopeças, nem se fábricas sobreviverão ou se transformarão em loteamentos ou shopping centers – particularmente no Brasil e na Argentina. Mesmo porque questões como estas serão objeto de discussão a partir de agora, insistiram Watters e Golfarb.

 

“Certamente compartilharemos, num futuro bem próximo, produtos diferenciados, com o DNA de cada uma das marcas”, continuou Watters. “Mas também teremos foco na expansão do capital.”

 

Indefinido também está o local dessas produções, da montagem desses novos veículos, mas os dirigentes admitiram a possibilidade de que Ranger e Amarok possam, eventualmente, dividir as mesmas linhas de produção. Watters observou que “está é uma das belezas desse acordo de aliança. Ou seja: descobrir onde tantas possibilidades estão”.

 

Golfarb insistiu que as empresas estão abertas “para todas as possibilidades, no mundo todo, serem analisadas de maneira cuidadosa visando à competição saudável, mas nada mais específico existe, ainda, além da ação picapes”.

 

Essa análise cuidadosa que Golfarb cita está baseada “em muita experiência acumulada em trabalhos conjuntos, e em 2023 já observaremos os resultados, os benefícios globais”.

 

Uma questão marota, mas fundamental, teve boa resposta de Golfarb: “Por que está aliança dará certo? Porque as pessoas, e as organizações, com o tempo aprendem a aplicar melhor seus conhecimentos. Ou seja: aprendemos a onde focar nossas energias visando ao interesse do consumidor. E também porque no passado os mercados eram menos competitivos”.

 

Foto: Divulgação.