Agrale Marruá é base para veículo elétrico na Austrália

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06/06/2019

Caxias do Sul, RS -- O utilitário Marruá, da Agrale, de Caxias do Sul, RS, consolida ainda mais sua visibilidade no mercado externo. Agora, na Austrália, onde servirá de base para o Bortana EV, um modelo 4×4 elétrico em desenvolvimento para atender ao setor de mineração, mercado que também absorverá as versões 4x4 Diesel RHD cabines dupla e simples.

 

A primeira versão do Bortana EV, montado sob a plataforma de um Marruá AM 200 cabine dupla, foi recentemente apresentada na Austmine 2019, feira dedicada ao setor de serviços e produtos de mineração em Brisbane, Capital do Queensland, e principal hub econômico e administrativo do Leste do país. O projeto do veículo nasceu de parceria da Agrale com as australianas Safescape, com foco em equipamentos para mineração, e 3ME Technology, que detém a tecnologia do sistema elétrico.

 

No lugar do motor Cummins diesel que equipa o Marruá AM 200 a Safescape instalou um propulsor elétrico com potência equivalente a 184 cv, desenvolvido pela 3ME Technology. Com um conjunto de baterias de 50 kWh o veículo tem autonomia de até 150 quilômetros com uma carga.

 

A Agrale exportará a plataforma do Marruá desmontado e prestará o apoio nas questões técnicas e de engenharia para o empacotamento dos componentes. Já para as versões 4 x 4 Diesel RHD cabines dupla e simples a empresa exporta e participa com o know how do veículo. Ambas serão testadas por grandes mineradoras e, aos poucos, introduzidas em segmentos como forças especiais, bombeiros e resgate médico.

 

O veículo, diz a Agrale, "é montado com cabine construída em aço galvanizado, resistente à corrosão, quadro do chassi como elemento selado, permitindo maior resistência a torsões, e suspensão forte e robusta, complementado com sistema elétrico de última geração, o que gera forte aval ambiental". O veículo garante vários benefícios no segmento de mineração, principalmente nas minas subterrâneas e profundas que caracterizam o território australiano, por não emitir poluentes e ruídos, melhorando a qualidade de trabalho em espaços confinados e em grandes profundidades.

 

Foto: Julio Soares/Divulgação.