Primeiro passo da eletrificação no Brasil será das frotas

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07/11/2019

Bérgamo e Dalmine, Itália – Na garagem da Hochbahn, empresa que administra o transporte público de Hamburgo, Alemanha, foram instalados 44 carregadores de veículos elétricos da ABB. À noite cada um gera a energia suficiente para que um ônibus elétrico rode 150 quilômetros pela cidade, durante o dia. É um passo importante para os planos da operadora alemã que pretende, até 2030, só dispor de veículos sem emissões e ruídos em sua frota.

 

São parcerias nesse estilo que a ABB busca com agentes, públicos ou privados, para ampliar o alcance dos veículos elétricos no Brasil – e, claro, alavancar os seus negócios no segmento. Para o presidente da unidade de eletrificação, Tarak Mehta, serão os frotistas os primeiros a aderir em peso à tecnologia.

 

“Frotas de taxi, de veículos de entregas, de ônibus ou de caminhões que rodam de 100 a 200 quilômetros por dia, todos os dias, em áreas metropolitanas com muitas frenagens, são os modelos de negócio mais aderentes à eletromobilidade”, afirmou o executivo a jornalistas brasileiros durante o ABB Eletrification Media Day, em Bérgamo e Dalmine, Itália. “Nestes casos não são necessários incentivos do governo para a aquisição do veículo, pois os custos de operação são inferiores aos de veículos a combustão. Os governos devem ajudar apenas com a infraestrutura.”

 

Além dos custos inferiores – não apenas para o abastecimento do veículo, uma vez que o preço da energia no Brasil é inferior ao do diesel e da gasolina, mas também para a manutenção – Mehta destacou a redução de emissões, objetivo traçado por diversas metrópoles, incluindo São Paulo, e a de ruídos: “Quando os elétricos saem às ruas o barulho vai embora”.

 

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No Brasil as iniciativas no segmento ainda engatinham. Mehta afirmou, porém, que a ABB está disposta a colaborar, seja com fornecimento de tecnologia, seja com orientação aos operadores de frotas: “Como participante da indústria estamos tentando colaborar para que o Brasil entre nessa jornada. O País ainda busca políticas para criar a infraestrutura”.

 

Disse, também, que iniciativas como a de Hamburgo podem ser copiadas por cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Seria, na sua opinião, uma forma de usar de forma mais inteligente os recursos naturais que o País tem em abundância para gerar energia limpa em toda a cadeia de utilização do veículo elétrico.

 

Fotos: Divulgação.