São Paulo – A Scania segue atenta ao cenário econômico na América Latina, mercado abastecido pela fábrica que mantém em São Bernardo do Campos, SP, e que vem praticamente se reconstruindo após os cinco meses iniciais da pandemia de coronavírus.
"O período de crise mudou a indústria, as demandas caíram globalmente", disse o presidente Christopher Podgorski, durante o primeiro dia do 2º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado pela AutoData Editora na segunda-feira, 31. "Nós, como somos uma plataforma exportadora, temos que ficar atentos às oportunidades e às novas demandas, como é o caso do caminhão movido a gás que apresentamos na região."
De acordo com o executivo as modificações que ocorrem na região não provocaram alterações naquilo que a Scania espera para o ano. Um desafio citado foi a questão cambial na Argentina, cujo governo pretende fazer valer de formas de controlar o dólar para que a moeda local não se deteriore tanto.
Apesar do quadro ele disse que a empresa segue com o saldo comercial balanceado na corrente de comércio Brasil-Argentina: "Para cada caminhão que exportamos para a Argentina importamos 23 caixas de câmbio, um volume considerado normal para a operação. Existem algumas dificuldades com as licenças de importação, mas nada além do planejado".
A Scania produz transmissões em fábrica instalada em Tucuman, no Norte argentino. A Argentina, em termos de volume, representou em 2019 o segundo maior mercado de caminhões, atrás do Chile e à frente do Peru. Nas exportações de chassis de ônibus os mercados que proporcionaram maiores volumes no ano passado foram Colômbia, Chile e Peru.
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