Tatuí, SP – O lançamento do Bronco Sport, que marca a entrada da Ford no segmento dos SUVs médios premium, faz parte do movimento que está sendo considerado como a nova etapa da Ford do Brasil, após sua decisão de fechar as fábricas e abastecer o mercado nacional por meio de importações: aposta em portfólio que atenda a nichos, nas prateleiras mais elevadas do mercado, abandonando os segmentos de entrada que foram a referência nos últimos anos.
“Nossa proposta é lançar veículos com mais tecnologia e itens de série, com menos foco em volume”, disse Daniel Sinzato, gerente de produto da Ford. O Bronco atende a esses quesitos: “É a primeira vez que venderemos o carro no Brasil e apostamos em um visual diferente”.
Este visual diferente chama a atenção na adoção do emblema Bronco em destaque, no lugar do Ford – só há um logotipo da oval em todo o carro, na traseira, estratégia semelhante à adotada no Mustang. Internamente o SUV não possui nenhum logo Ford e insiste no emblema do cavalinho no volante, nos bancos e em outros pormenores.
Sinzato acredita que parte dos clientes do Bronco será herdado da própria base Ford, caso de parcela de proprietários da picape Ranger por exemplo. Mas ainda assim a companhia trabalhará forte para comunicar-se com novos clientes, por estar chegando a um segmento ainda inédito em atuação no Brasil.
O portfólio atual da Ford já mudou bastante: seu veículo de entrada agora é a Ranger, que parte de R$ 170,2 mil reais, de acordo com o site da montadora. O SUV Territory custa R$ 179,9 mil, o Bronco Sport R$ 256,9 mil, o Edge ST R$ 352 mil e o esportivo Mustang Mach 1 chegou por R$ 499 mil.
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