Camaçari, BA – Quando iniciadas as operações de montagem de veículos em regime SKD em Camaçari, dentro de algumas semanas, a BYD poderá ser a única montadora instalada no Brasil não filiada à Anfavea, a associação que representa o setor. Seu vice-presidente sênior Alexandre Baldy, quando questionado por jornalistas na terça-feira, 1º de julho, na cerimônia em que apresentou os primeiros Dolphin Mini e Song Pro montados na unidade, se tinha intenção de entrar na associação, respondeu:
“Precisamos ser convidados”.
Há alguns meses integrantes da Anfavea têm criticado diretamente a BYD, embora muitas vezes sem citar nomes. A relação começou a piorar em fevereiro, quando a companhia chinesa fez ampla divulgação do desembarque do Explorer Nº 1 no Espírito Santo com 5,5 mil veículos importados. Foi o segundo grande desembarque de navios próprios da BYD — e ainda teve um terceiro.
Na ocasião a Anfavea reagiu e reforçou seu pedido de retomada integral imediata dos 35% de imposto de importação para veículos híbridos e elétricos, feito em junho passado durante o Congresso AutoData Revisão das Perspectivas 2024.
Depois a Anfavea criticou o pleito da BYD de reduzir o imposto de importação de SKD e CKD.
Na cerimônia da terça-feira, 1º, Baldy cutucou as associadas da Anfavea:
“A velha indústria está incomodada. Não viemos aqui só para fazer montagem de veículos: teremos produção nacional, desenvolvimento de tecnologia e de cadeia produtiva, com fornecedores.”