São Paulo – Precursora e assídua defensora do caminhão a gás no Brasil, tecnologia que começou a desenvolver localmente em 2019, a Scania vê espaço para exportar a tecnologia para países da região, especialmente Argentina e Chile.
Durante apresentação no 7º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado de 12 a 14 de agosto [por AutoData, o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, ressaltou que, no Brasil, já foram emplacados 2 mil caminhões a gás.
“Não sei se é muito ou se é pouco, mas é algo significativo”, garantiu Podgorski. Quanto à adesão da tecnologia em outros países disse que, partindo do princípio de que o inimigo comum a ser abatido é o carbono e que empresas presentes em outros países da região têm o mesmo objetivo que o Brasil, há possibilidades de ampliá-la.
O gás é abundante na Argentina, por exemplo, onde, segundo o executivo, quase 10% das vendas este ano são de unidades a gás, como tecnologia de transição ao biometano, mas que tem contribuição para redução da pegada de carbono.
“Assim como o Brasil, a Argentina, como grande produtora de alimentos, tem muitos resíduos. Ainda não está no mesmo estágio de desenvolvimento do agronegócio brasileiro, mas da mesma maneira com que este setor no nosso país descobriu como transformar passivo ambiental em ativo energético verde isto faz sentido em qualquer país de vocação agro.”
O Chile é outro país citado pelo executivo, ao ressaltar que, embora não tenha muito gás disponível por lá, adquiriu o recurso natural a partir de acordo com a Bolívia, além de outro contrato recém-assinado com a Argentina, das reservas de Vacas Muertas: “O país está trabalhando bastante nesta transição”, disse, ao estimar que no Chile 5% das vendas serão de veículos a gás até o fim do ano.
“A jornada já começou. Parece pouco, mas para os primeiros passos é algo muito promissor.”