São Paulo – Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais mercado interno e marketing da Marcopolo, participou do 7º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData, para falar sobre os planos da multinacional brasileira. Presente em 140 países a Marcopolo opera com três fábricas no Brasil, duas em Caxias do Sul, RS, e uma em São Mateus, ES, e oito no Exterior, Argentina, Colômbia, México, África do Sul, Austrália e China, além de um investimento na New Flyer, no Canadá.
No ano passado a receita da empresa foi de R$ 8,6 bilhões, alta de 28,6%. São 15,5 mil trabalhadores, dos quais mais de 12 mil no Brasil. A Marcopolo é líder no mercado brasileiro de ônibus rodoviários e micro-ônibus.
Oportunidades com a descarbonização
Os principais mercados de exportação da Marcopolo no primeiro semestre foram Chile, Argentina e Peru. A América Latina representa um forte potencial de expansão, por causa da necessidade de renovação de frotas e a busca por soluções de descarbonização. A presença global também ajuda a mitigar as oscilações nos mercados individuais.
A Marcopolo não acredita em uma solução única para a descarbonização, mas sim em um conjunto de tecnologias complementares, como ônibus elétricos, movidos a biometano, híbridos e a versão Euro 6 do diesel: “As soluções não estão numa direção só em termos de propulsão. Acreditamos, no futuro, em uma descarbonização com diferentes soluções e soluções complementares”.
Portalan enfatiza que a escolha da solução mais adequada depende da realidade de cada país e cidade, e que o sucesso da transição tecnológica exige coordenação e planejamento por parte da indústria, da infraestrutura e do poder público.
No entanto, o principal desafio é a complexidade de se adaptar às diversas legislações locais, especialmente com relação aos diferentes padrões de emissões Euro 2, 3, 4, 5 e 6.
“Olhamos mercado a mercado e fazemos a adequação de portfólio de produtos conforme a local e a necessidade dos clientes. Essas adaptações, que variam de país para país e, em alguns casos, de cidade para cidade, são parte do dia a dia da empresa e são gerenciadas por meio do seu sistema de classificação de projetos.”
Nos últimos três anos a Marcopolo investiu mais de R$ 300 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores que atendam a requisitos de tecnologia, qualidade e segurança, sendo validados por laboratórios internos e externos.