Mercado retoma do fundo do poço, acredita FCA

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CompartilheCongresso AutoData 2018
09/10/2017

 

Para o Grupo FCA o setor automotivo não tinha mais para onde cair e, agora, começa a ver a luz no fim do túnel, relatou o seu COO, chief operations officer na América Latina, Davide Mele, durante o primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2018: “Chegamos ao fundo do poço e começamos um processo discreto de recuperação”.

 

Para encerrar a retração do mercado e voltar a crescer ele indicou algumas mudanças:

 

“A economia se mostra blindada com relação aos escândalos políticos, se desprendendo um pouco desse cenário. As medidas tomadas pelo governo também estão ajudando o mercado”.

 

A expectativa da FCA para o mercado automotivo deste ano é de 2,2 milhões de unidades vendidas, com mais crescimento para 2018: “O mercado poderá chegar a 2,5 milhões de automóveis vendidos no ano que vem, mas precisamos de equilíbrio político e econômico para que isso aconteça”.

 

Segundo Mele mesmo durante a crise o setor ficou mais competitivo e um dos responsáveis por isso foi o Inovar-Auto, que trouxe mais investimentos e aumentou o nível de qualidade e de tecnologias embarcadas nos veículos nacionais. Dentro deste cenário de crise Mele destacou os investimentos da empresa: “O grupo FCA investiu R$ 21,9 bilhões de 2012 a 2017 no Brasil”.

 

O investimento ao longo de cinco anos foi voltado para diversas áreas, como o desenvolvimento de veículos importantes para a FCA no País, como os Jeep Renegade e Compass, produzidos em Goiana, PE, aumentando a participação do grupo no segmento de SUVs, a picape Toro, que inaugurou um segmento inédito, o Argo, lançamento mais importante da empresa este ano, e o Mobi, que briga no segmento dos hatches de entrada.

 

Mele ainda prometeu duas novidades para o mercado brasileiro nos próximos seis meses: “Esse ciclo de novos modelos será encerrado nos próximos seis meses, com dois lançamentos em dois segmentos diferentes”.

 

Parte desse investimento também foi usado na modernização das fábricas da FCA no Brasil, como a de Betim, MG, que foi atualizada para produzir o Argo, aproximando-se mais da indústria 4.0 e recebendo uma nova cabine de pintura, com 105 m de extensão. A fábrica da Jeep foi desenvolvida para ser uma das mais modernas do grupo, com mais de setecentos robôs participando da produção.


Foto: Maurício de Paiva