ZF testará novo câmbio automático no Brasil

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27/08/2019

São Paulo – A ZF testará em duas montadoras de caminhões instaladas no País, no ano que vem, um modelo de caixa de transmissão automática com a qual pretende explorar o segmento de veículos leves e médios a partir de 2023 na América do Sul. A medida segue tendência crescente da automatização do câmbio no mercado de caminhões, nicho que já é explorado pela concorrente Eaton.

 

A caixa Powerline, de oito marchas, foi desenvolvida na Alemanha e lá passou por uma série de testes de bancada antes de entrar na fase atual de testes de rodagem: o conjunto automático está sendo avaliado por mais de oito montadoras, segundo Israel Valle, gerente de negócios e engenharia de transmissão para veículos comerciais. O executivo, no entanto, não revelou quais são essas montadoras.

 

A empresa trabalha com projeção que indica participação de 50% a 60% dos câmbios automáticos na frota circulantes de caminhões leves e médios na América do Sul até 2025, indicador que a levou a testar aqui sua nova transmissão. A demanda futura, no entanto, ainda é vista como insuficiente para que um dia o câmbio automático seja produzido na unidade mantida pela compania em Sorocaba, SP.

 

“Transmissão manual faz parte do nosso passado. Por outro lado não siginifica que pararemos de produzir este equipamento nos próximos anos, mas que nosso desenvolvimento seguirá para outro lado, como as transmissões automatizadas, as elétricas e as híbridas, que misturam as duas tecnoloigias”, disse Israel Valle. “Nos próximos dez, quinze anos, não teremos mais este tipo de produto.”

 

Para que um dia a ZF possa cogitar a localização do conjunto é preciso um mercado potencial de 60 mil unidades/ano de caminhões leves e médios. Por ora as montadoras adicionam às suas ofertas modelos nessas categorias equipados com algum tipo de câmbio automático, como é o caso da Mercedes-Benz e o seu Accelo com câmbio automatizado e o da Iveco, com o Tector, ambos atendidos pela Eaton.

 

A indústria espera que aconteça no segmento de médios e leves o que houve, no passado, no segmento de pesados com a aceitação do câmbio automático. Para o executivo da ZF o movimento seguiu esse caminho porque “nos pesados há maior valor agregado” e que , por isso, “o acréscimo que a caixa proporciona no preço final está dentro do que os clientes podem pagar”. No mercado de leves e médios o tema é mais sensível.

 

Enquanto avançam as pesquisas na casa matriz, na Alemanha, em torno dos novos câmbios automáticos, a operação brasileira segue produzindo as caixas manuais que abastecem o mercado interno e os países da América do Sul. O conjunto mecânico também segue em produção em fábricas na Alemanha, China, França e Hungria.

 

Foto: Divulgação.