2020 será de recuperação para máquinas agrícolas

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21/10/2019

São Paulo – Os executivos de máquinas agrícolas e rodoviárias que participaram do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na segunda-feira, 21, apostam que o ano que vem será de recuperação. Segundo Thiago Wrubleski, diretor de portfólio de produto do Grupo CNH, e Rodrigo Junqueira, vice-presidente do Grupo AGCO para América do Sul, o soluço do mercado provocado este ano por dificuldades em financiamentos já foi superado e o ritmo de vendas cresceu no segundo semestre -- mas em ritmo insuficiente para superar o resultado do ano passado.

 

Para não sofrer com os mesmos problemas de 2019, especialmente o fim dos recursos do Moderfrota, Junqueira acredita que os grandes produtores migrarão para linhas de financiamentos dos bancos privados, que terão taxas de juros competitivas na comparação com as linhas do Plano Safra, enquanto os pequenos produtores seguirão comprando máquinas com financiamento do BNDES:

 

“Os recursos do Plano Safra deste ano devem acabar em dezembro ou janeiro do ano que vem, mas com a taxa Selic menor, os bancos privados terão linhas mais competitivas, o que fará com que o mercado não tenha os mesmos problemas registrados esse ano”.

 

O diretor do Grupo CNH também acredita nessa mudança no comportamento do mercado: “A tendência é essa, acredito que os bancos privados terão taxas de juros mais atrativas e, com isso, o setor não sofrerá com o mesmo problema de 2019”.

 

2019 em queda – Depois da Anfavea revisar suas projeções para o setor de máquinas até dezembro, que começou o ano com expectativa de alta acima de 10% e, agora, é de queda de 3,6%, os executivos também mudaram sua visão para o ano: “Mês a mês estamos diminuindo a queda no acumulado do ano, mas não será possível recuperar todo o prejuízo do primeiro semestre. Acredito que a queda ficará de 3% a 4%”.

 

Wrubleski seguiu na mesma linha que o vice-presidente do Grupo AGCO e explicou que a mudança nos planos do setor esse ano foi causada pela falta de recursos no Plano Safra 2018-2019: “Houve um período de soluço do mercado, as linhas de financiamentos do BNDES não tinham mais recursos disponíveis e isso gerou impacto direto no resultado de vendas que era esperado para o ano”.

 

Junqueira completou explicando que pior que a falta de recursos foi a falta de definição do governo federal com relação ao assunto: “Ninguém sabia se o governo iria liberar mais recursos ou não. Toda essa expectativa, fez com que o setor não transformasse em vendas todas as negociações que aconteceram”.

 

Foto: Christian Castanho.