São Paulo — O setor de implementos rodoviários vive situações diferentes nos mercados interno e externo. No primeiro a queda foi bem menor do que a registrada por outros segmentos até agosto, mas os embarques para outros países estão parados por causa da pandemia da covid-19. A informação foi passada por Norberto Fabris, presidente da Anfir, que representa as fabricantes nacionais, durante o 2º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, organizado pela AutoData Editora, na quinta-feira, 3.
"Nosso mercado de exportação é formado pela América Latina e África, regiões onde as vendas caíram significativamente".
As exportações recuaram 44% até julho, segundo dados da Anfir, com 837 implementos vendidos para outros países. Até dezembro, o volume total exportado deverá representar cerca de 6% da produção do setor — mas esse número poderá ser maior nos próximos anos, chegando a até 15%, patamar considerado bom por Fabris, que vê espaço e oportunidades para o setor buscar essa expansão.
Para alavancar os embarques o executivo lembrou da parceria com a Apex-Brasil, que realiza caravanas com empresas do setor para participar de feiras em outros países: "Há empresas que não sabiam por onde começar e agora atendem alguns mercados da América do Sul. É um trabalho importante que fizemos nos últimos três anos e o contrato está em fase de renovação, que ainda não aconteceu porque a atual situação não permite viagens".
No mercado interno a situação é mais positiva, mesmo com queda de 6,2% até agosto, Fabris acredita que o setor diminuirá essa retração até dezembro e encerrará 2020 com recuo de 5%, resultado visto como positivo diante da atual situação da economia. O executivo projeta que a crise da covid-19 terá impactos menores para o setor na comparação com outros momentos vividos, como a crise de 2014 a 2018, com a expectativa de voltar ao patamar de 2019 já no ano que vem.
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