São Paulo – De 38,6 mil veículos exportados pela Toyota para 22 países a partir do Brasil de janeiro a julho, 40% foram veículos híbridos ou híbridos flex, segundo Roberto Braun, seu diretor de comunicação corporativa, que participou do Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData de 19 a 23 de agosto. Até dezembro a projeção é alcançar de 70 mil a 80 mil veículos embarcados, mantendo este índice de eletrificados – o que representa uma alta relevante sobre os 29% registrados em 2023.
O porcentual de exportação de híbridos tem crescido anualmente, segundo Braun: em 2021 foi 23%, subindo para 25% em 2022. Caso as projeções sejam atingidas até dezembro 2024 será o terceiro melhor ano de exportação da Toyota a partir do Brasil, atrás apenas de 2022 e 2023. Questões pontuais não permitirão um crescimento na comparação com o ano passado: “Tivemos uma redução das exportações da indústria como um todo, pelos mercados de alguns países, o que reduziu também os embarques da Toyota”.
Atualmente a Argentina responde por 61% do total exportado, o principal destino. Em segundo lugar está a Colômbia, que ganhou espaço nos últimos anos e representa 11%, seguida pelo Peru com 7%, Chile com 6% e Equador com 2%. Os outros 10% ficam divididos de forma pulverizada pelos demais países da América Latina e Caribe, segundo Braun.
Para os próximos anos a expectativa é de que a fatia de modelos híbridos e híbridos flex nas exportações siga aumentando, pois a demanda está em alta na região. Outro ponto que deverá ajudar no avanço é que a Toyota terá um novo modelo híbrido flex a partir do ano que vem, o Yaris Cross, que terá suas primeiras unidades montadas em Sorocaba em 2025, e um segundo modelo híbrido flex também será produzido na unidade como parte do investimento de R$ 11 bilhões até 2030.
Os números de exportação da Toyota posicionaram a empresa como a maior exportadora de veículos em 2023 e, em 2024, a empresa é a que mais exporta veículos eletrificados. Isso se deve a um forte trabalho interno em busca de novos mercados realizado desde 2015, quando a empresa embarcava seus veículos para apenas três países, chegando a 22 destinos em 2023.
Segundo Braun este trabalho permite um ganho de volume e uma redução no custo por unidade fabricada: “O aumento das exportações ajuda a garantir volumes maiores e no desenvolvimento da cadeia local de fornecedores. Este é um trabalho realizado anualmente, independentemente do mercado brasileiro estar crescendo ou não”.