São Paulo – O potencial mercado de 6 milhões de veículos por ano na América Latina, adiantado pela Allada e endossado por Antonio Megale, diretor de assuntos governamentais da região SAM da Volkswagen, merece mais atenção das empresas que produzem na região, sobretudo porque os asiáticos, hoje, estão muito bem posicionados. Durante o 3º Congresso Latino-Americano de Negócios da Indústria Automotiva, que a AutoData Editora organiza até a sexta-feira, 20, em ambiente virtual, o executivo classificou como desconectados os mercados, que possuem similaridade mas ainda requerem harmonização na regulamentação e melhor convergência dos acordos comerciais bilaterais.
Um exemplo é o Equador: para entrar neste País, cujas vendas, em 2021, deverão superar as 100 mil unidades, um veículo produzido no Mercosul paga alíquota de importação de 28%. Os produzidos na União Europeia pagam 15% e, em três anos, terá o imposto zerado graças a um acordo de livre-comércio. “Precisamos avançar nos acordos complementares para liberar os impostos do setor automotivo do Brasil e Argentina no Equador.”
A Colômbia, país com o qual Brasil e Argentina possuem acordo ainda limitado por cotas – 50 mil do Brasil, 42 mil da Argentina –, já tem imposto zerado para veículos estadunidenses e europeus. Aquele que incide sobre importações da Coreia do Sul, hoje em 14%, será gradativamente reduzido 2 pontos por ano até zerar. “Mas as cotas já não atendem ao crescimento do mercado.”
Eliminar impostos é importante para a competitividade do veículo produzido no Mercosul. Em um país sem barreiras comerciais, o Chile, dois terços das vendas são de modelos produzidos em países asiáticos, o que demonstra o poder de preço que estes países possuem. Apenas 13% do mercado chileno é dos automóveis produzidos no Brasil e na Argentina.
A Volkswagen se esforça para crescer em toda a região SAM, sigla para América do Sul, Central e Caribe. Modelos produzidos nas quatro fábricas da companhia, três no Brasil e uma na Argentina, vêm ganhando espaço nos 29 países. De janeiro a julho foram vendidos pouco mais de 2 milhões de veículos noa países da região, crescimento de 37% sobre igual período de 2020, dos quais 4,7% são Volkswagen: “E cerca de 80% produzidos na região”.
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