Incentivos a híbridos e elétricos são tímidos, mas existem

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Por André Barros

e Caio Bednarski

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10/10/2019

São Paulo – Mesmo ainda de maneira tímida o governo tem concedido alguns incentivos para ajudar a impulsionar o consumo de veículos híbridos e elétricos no mercado brasileiro. Não chega perto do que fazem governos na Europa, China e Estados Unidos, que até oferecem bônus para os compradores, mas algumas medidas interessantes foram adotadas – como, por exemplo, isenção de participação do rodízio municipal na Capital paulista.

 

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, disse não esperar grandes movimentos de redução ou isenção tributária: “Com a política de redução de gastos do governo federal não creio que os elétricos receberão grandes incentivos nos próximos anos”.

 

De toda forma ações pontuais ajudam a fomentar o segmento que demanda, também, investimentos em infraestrutura para, enfim, decolar. Nesta semana o governador do Distrito Federal, Ibaineis Rocha, anunciou a isenção total do IPVA para veículos elétricos – e estuda adotar algo semelhante para os modelos híbridos.

 

“Todas as iniciativas de estímulo são bem-vindas”, afirmou Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil. Lá fora os elétricos cresceram com estímulo do governo, não só com redução de impostos, mas também com outros temas que facilitam o uso, como estação de recargas em estacionamentos públicos.”

 

O Distrito Federal se juntou a Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe, outros estados que isentam totalmente o IPVA – para híbridos e elétricos no caso. No Paraná projeto de lei foi encaminhado pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior para isentar o IPVA e há estudos para não cobrar também o ICMS dos modelos elétricos.

 

No Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul os proprietários de elétricos e híbridos pagam apenas 50% do IPVA, assim como em São Paulo – mas algumas cidades, como a Capital, também isentam a sua parte do imposto.

 

A frota de elétricos e híbridos no Brasil ainda é pequena, algo próximo a 20 mil unidades. Mas as vendas têm crescido – neste ano, até setembro, já foram emplacados 5,4 mil modelos híbridos e elétricos, mais do que o volume em todo o ano passado. No mês passado foram 1,3 mil unidades, embalado pelo lançamento do Toyota Corolla híbrido, o primeiro produzido no Brasil.

 

Este ano é o primeiro também com redução de IPI nos elétricos e híbridos, medida que veio junto com o Rota 2030. A alíquota do elétrico foi reduzida de 25% para 7% a 18%, dependendo da eficiência energética do modelo, enquanto a dos híbridos, que era de 7% a 25%, caiu para 7% a 20%, também com base na eficiência energética medida.

 

Com isso diversos lançamentos foram promovidos, como o do Corolla híbrido flex, nacional, e os importados Nissan Leaf, Renault Zoe e Caoa Chery Arrizo 5e, que se juntaram aos BMW i3 e i8, Toyota Prius, Ford Fusion híbrido, dentre outros modelos. Nos próximos meses desembarcam Chevrolet Bolt, Volkswagen Golf GTE e quatro modelos Jac, dentre outros.

 

Foto: Divulgação.