Vendas de veículos comerciais cresce na União Europeia

São Paulo – As vendas de caminhões na União Europeia somaram 347 mil unidades em 2023, incremento de 16,3% na comparação com 2022, de acordo com os dados divulgados pela Acea. A entidade revelou que a expansão foi puxada pela Alemanha, que registrou 94,8 mil vendas, volume 24,4% maior do que no ano anterior, e também pela Espanha, que cresceu 22,3%, Itália, 11,4%, e França, 11,3%. 

Em 2023 o segmento de ônibus cresceu 19,4% sobre 2022, com 32,6 mil unidades comercializadas. A expansão foi puxada por dois países: Itália e Espanha, que registraram alta de 56,2% no ano. Alemanha e França, outros dois países importantes na região, cresceram 12,5% e 4,1%, respectivamente, ajudando também no resultado. 

No mercado de vans as vendas chegaram a 1,5 milhão de unidades, volume 14,6% superior ao registrado em 2022. De acordo com a Acea Itália e Espanha foram os mercados que mais cresceram, com expansão de 22,7% e 22%, respectivamente. Alemanha e França também apresentaram alta de 12,1% e 8,9%.

Mais regras do Mover serão anunciadas nas próximas semanas

São Bernardo do Campo, SP – O próximo passo do Mover, Programa de Mobilidade Verde, anunciado no fim do ano passado que prevê R$ 19 bilhões em incentivos fiscais à descarbonização, será dado após o carnaval. Ao menos é a expectativa de Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Nosso objetivo é, nas próximas semanas, logo após o carnaval, divulgar as portarias regulamentando alguns artigos, dentre eles o IPI verde, que define os porcentuais de eficiência energética, reciclabilidade, eficiência tecnológica propulsora e potência de motor”, disse Moreira durante o Seminário Transição Energética e Descarbonização para Mobilidade, realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, SP, na terça-feira, 30.

Outros pontos da segunda etapa do Rota 2030 a serem revalados são os porcentuais mínimos e máximos acerca do investimento em P&D, assim como os pormenores do artigo 19, que oferece crédito financeiro às empresas que estão investindo no Brasil, e também do artigo 20, que estabelece portaria do FNDI, Fundo Nacional do Desenvolvimento Industrial e Tecnológico.

Moreira ressaltou que embora as montadoras saibam dos requisitos para aderir ao Mover, uma vez que isso foi discutido com elas anteriormente, os porcentuais ainda não foram apresentados nem os critérios para a habilitação: “Nossa ideia é premiar os carros que mais descarbonizam”.

Para homologar suas propostas os investimentos, de acordo com o artigo 19, devem estar bem claros. De acordo com o secretário do MDIC as empresas serão fiscalizadas constantemente a fim de verificar se os aportes estão sendo feitos.

A Toyota já apresentou projeto de investimento de R$ 1,7 bilhão, acerca de seu novo modelo híbrido, a GM ingressará com o aporte de R$ 7 bilhões anunciado na semana passada e a BYD também apresentará sua iniciativa, assegurou Moreira. 

“Os decretos regulamentando por portarias estão prontos, mas precisamos ainda discuti-los com a Fazenda e a Casa Civil. Precisamos consolidar tudo, bater o martelo e apresentar. Essas portarias têm que sair logo.”

Outra iniciativa do MDIC que está bem encaminhada, segundo o secretário, é o projeto de lei da depreciação acelerada.

Manutenção dos postos de trabalho na transição energética preocupa sindicalistas

São Bernardo do Campo, SP – Para além da transição energética tecnológica na indústria automotiva, liderada por montadoras e seus fornecedores, representantes sindicais se preocupam com a preservação dos empregos na cadeia envolvida na produção de veículos. Em debate no Seminário Transição Energética e Descarbonização para Mobilidade, realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, SP, Wellington Damasceno, seu diretor executivo, deu exemplo de países que estão mais avançados no processo de eletrificação e que reuniram governo, sindicatos, montadoras, fornecedores e universidades para, em conjunto, seguir um rumo neste sentido.

“Na Alemanha, por exemplo, o sindicato lidera as discussões sobre a mão de obra qualificada do futuro para entender o que é necessário e preparar funcionários que já trabalham na indústria automotiva.” 

No Brasil uma alternativa sugerida por Damasceno é a negociação coletiva, envolvendo sindicato, indústria e governo, para que seja possível manter os postos de trabalho. Ele pondera, no entanto, ser necessário ampliar a cadeia de fornecimento dos veículos eletrificados para que a indústria importe menos componentes e, caso o número de empregos seja reduzido nas montadoras, seja possível realocar os trabalhadores em novos fornecedores, dando o treinamento necessário.

Denis Eduardo Andia, secretário nacional de mobilidade urbana do Ministério das Cidades, propôs e defendeu a inclusão dos trabalhos na discussão sobre as mudanças que o futuro da mobilidade trará, afirmando que a manutenção dos empregos não pode estar descolada da transição energética que o País já está passando e passará nos próximos anos.

O presidente do sindicato, Moisés Selerges, afirmou disse que o debate já existe no País, pois um modelo 100% elétrico é composto por menor número de componentes, o que pode trazer impactos negativos para os trabalhadores no futuro: “A discussão sobre a transição energética tem que andar junto com o debate sobre a manutenção dos empregos”. 

Loricardo Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Central Única dos Trabalhadores, levantou outro ponto: se o Brasil desenvolverá a sua indústria de transformação local ou se será um exportador de matéria-prima para que outros países produzam e mandem os componentes para o País, como as baterias usadas nos veículos eletrificados: “Outra questão é o descarte de baterias: como vamos nos estruturar?”.

O evento foi considerado de extrema importância por Aroaldo Oliveira, presidente da IndustriALL e diretor do sindicato, porque os trabalhadores precisam entender cada vez mais sobre o tema para poder debater e se posicionar, defendendo seus postos de trabalho durante a transição da matriz energética.

Lula estará em São Bernardo para anúncio de investimentos da Volkswagen

São Bernardo do Campo, SP – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou presença na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, SP, na sexta-feira, 2, para o anúncio de um novo ciclo de investimentos no Brasil. Embora o ciclo anterior, de R$ 7 bilhões, encerre apenas em 2026, a companhia fará um aporte complementar, que incluirá o avanço rumo à eletrificação com a produção local de modelos híbridos flex.

À imprensa o anúncio oficial será feito horas antes, na noite da quinta-feira, 1º, pelos CEOs da América do Sul, Alexander Seitz, e do Brasil, Ciro Possobom, com a presença da Agência AutoData. A companhia não confirma o valor do aporte, que segundo integrantes dos sindicatos dos metalúrgicos que representam os trabalhadores de suas fábricas locais deverá ficar na casa de 1 bilhão de euros.

Em agosto o sindicatos fecharam novo acordo coletivo com a empresa até 2028, o que abriu espaço para o novo ciclo de investimentos que estava à mesa na ocasião. Seitz já confirmou à reportagem o desenvolvimento de tecnologia híbrida flex, a exemplo da Stellantis, que lançará seu primeiro modelo este ano, e da Toyota, que oferece desde 2019.

Também estava nos planos da empresa um modelo híbrido de entrada, para abastecer a base da pirâmide do mercado automotivo local. Segundo Seitz o desenvolvimento é feito em conjunto com a Índia e a Skoda, uma das subsidiárias do Grupo VW.

Na semana passada a General Motors anunciou aporte de R$ 7 bilhões no Brasil. Embora mantivesse o mistério a eletrificação deverá fazer parte dos planos. No fim de fevereiro será a vez da Stellantis anunciar seu plano de investimentos para a região, a exemplo do que fizeram recentemente Nissan, Renault e Caoa.

Concessionários pressionam GM a produzir modelos híbridos nos Estados Unidos

São Paulo – Alguns concessionários influentes da General Motors, que participam de comitês consultivos, estão pressionando a direção para introduzir modelos híbridos no portfólio da companhia, preocupados com a possibilidade de perder consumidores que ainda não estão confiantes na transição para o 100% elétrico. Segundo reportagem publicada no The Wall Street Journal, citando pessoas próximas às conversas, existem mais consumidores procurando por uma alternativa intermediária da gasolina aos EVs, que são mais caros e demandam recargas na tomada.

“Os híbridos são o que está quente agora”, disse ao WSJ Chris Hemmersmeier, um concessionário da região de Salt Lake City, em Utah, Estados Unidos, que possui revendas Chevrolet, Buick-GM e de outras fabricantes, como Kia e Jeep. “Eu gostaria que a GM priorizasse híbridos.”

A GM, seguindo direção oposta à maioria de suas concorrentes, tomou a decisão de ir direto aos EVs, sem passar por um caminho intermediário. No Brasil, recentemente, admitiu que poderia adotar a hibridização, embora ainda não tenha oficialmente confirmado a produção de modelos deste tipo. A direção diz que examina o consumidor e pretende atender a seus anseios.

Pois se for assim deverá mudar a rota também em seu principal mercado, os Estados Unidos. Segundo a reportagem do WSJ a direção da GM reconheceu a preocupação dos varejistas mas não sinalizou compromisso com a hibridização. À publicação a GM não quis comentar.

As vendas de veículos híbridos cresceram 50% nos Estados Unidos no ano passado, de acordo com pesquisa da Motor Intelligence. A Stellantis tem sido a principal fornecedora destes modelos, especialmente SUVs.

PHEV

A investidores na terça-feira, 30, a CEO Mary Barra admitiu que poderá combinar a tecnologia a combustão com a elétrica em determinados modelos, dando um passo atrás em sua estratégia de migrar direto para os 100% elétricos. A tecnologia adotata seria a PHEV, híbrida plug-in, disse a executiva sem entrar nos pormenores.

Oito novos robôs são instalados na fábrica da Nissan em Resende

São Paulo – A fábrica da Nissan em Resende, RJ, que recebe parte do investimento de R$ 2,8 bilhões até 2025, teve oito novos robôs instalados nas áreas de pintura e de plástico, ampliando para 113 o total de equipamentos em toda a unidade e mais 160 AGVs, os pequenos carrinhos robotizados que circulam pelas linhas de produção.

No prédio da pintura quatro robôs foram integrados, somando agora dezesseis, na proteção inferior das carrocerias: aplicam a vedação e uma massa protetiva contra ruídos e pequenos impactos nos chassis do Kicks, único modelo em produção na fábrica sul-fluminense. Segundo a Nissan eles compõem a primeira estação automática instalada fora da cabine de pintura e ajudarão a reduzir o tempo desta etapa do processo: atualmente passam por dia 360 carrocerias na nova estação.

Na linha de plástico outros quatro robôs, na cabine da pintura dos para-choques, aplicam a base da pintura. Dois realizam a primeira demão e os outros dois a segunda. Com os novos integrantes este processo passou a ser 100% automatizado, pois a aplicação de verniz já é feita por outros dois robôs.

Desconfiança do mercado esfria IPOs de divisões elétricas de montadoras

São Paulo – Com um mercado de capitais desconfiado a respeito do futuro dos veículos elétricos, ainda que planos e vendas sigam em alta, ao menos duas aberturas de capital de empresas controladas por montadoras foram colocadas em xeque nos últimos dias. Na segunda-feira, 29, o Grupo Renault confirmou que cancelou o IPO da Ampere, sua divisão eletrificada criada no ano passado e que tinha previsão de começar a vender suas ações no primeiro semestre. O Grupo Volkswagen, por sua vez, postergou seu planejamento de abrir capital da PowerCo, unidade destinada à produção de baterias.

Em comunicado o Grupo Renault afirmou que “as condições do mercado de capitais não são favoráveis para prosseguir com um IPO que atenda aos nossos interesses”. Mencionou ainda que seu plano estratégico Renaulution tem capacidade de se autofinanciar e de gerar fluxo de caixa sustentável para seu futuro, incluindo as atividades da Ampere.

Apesar de desistir do IPO os planos da Ampere seguem inalterados, segundo a Renault, com ao menos seis lançamentos previstos. Da mesma forma a Volkswagen mantém sua meta de começar a produzir baterias em 2025 a partir da PowerCo, na qual investe 20 milhões de euros.

A postergação do IPO foi informada pela agência Bloomberg, citando fontes próximas à PowerCo e ao Grupo VW, embora a companhia afirme que o interesse dos investidores em seu negócio de baterias “continue alto” mesmo com o crescimento abaixo do esperado no mercado de veículos elétricos.

Locação de caminhões respondeu por 10% das vendas no ano passado

São Paulo – Rodam no Brasil, hoje, em torno de 3,8 milhões de caminhões, dos quais 2,8 milhões atrelados a CNPJs. Deste universo apenas 2% são terceirizados, segundo levantamento da Addiante, empresa de locação de veículos pesados formada a partir de joint-venture da Randoncorp com a Gerdau. Com base nesse potencial de mercado, assim como no fato de que apenas 5% dos implementos rodoviários e 20% das máquinas são locados, a companhia visualiza amplo terreno a ser explorado.

De olho no tamanho das oportunidades e em busca de obter fatia desta tendência existem, como concorrentes, os programas de aluguel, ou assinatura, lançados pelas próprias empresas fabricantes de pesados, como VW Caminhões e Ônibus, Volvo e Scania. Diferencial no qual a Addiante aposta para tornar-se diferente e dobrar de tamanho em 2024, e alugar 3 mil ativos, caminhões, vans, utilitários, implementos e máquinas agrícolas, é como montar a oferta, sustentou seu CEO, Fábio Leite.

Segundo ele a premissa é fornecer as melhores soluções de mobilidade e um “enxoval de manutenção”, preditiva e corretiva, telemetria, além dos combos, que podem ser compostos por carreta, caminhão, máquina e utilitário, por exemplo.

Outro trunfo está na diversidade do portfólio. Leite ressaltou que mesmo no caso dos implementos, embora a Randoncorp detenha metade do negócio, há oferta multimarcas dos produtos: “Existem casos em que o cliente precisa customizar ou prefere outra marca mesmo. Sem contar que há tipos de produtos que a Randon não produz”.

Sobre as iniciativas das montadoras o executivo avaliou que cada fabricante possui seu projeto em uma gama de maturidade: “Vi ao longo de 2023 diversas delas com bom desempenho. Acredito que há espaço para todo mundo”.

No ano passado, de acordo com o CEO da Addiante, 10% dos 108 mil caminhões comercializados no mercado brasileiro foram para as locadoras: “Este porcentual nunca foi tão elevado, sempre esteve de 5% a 6%. Pela primeira vez na história a terceirização de frotas ocupou dois dígitos dentro do ambiente de produção de caminhões no Brasil”.

Leite citou que uma das vantagens da locação que tem sido percebida por embarcadores e operadores logísticos é a redução dos custos, justamente pelo maior cuidado que se tem com o ativo e com o condutor. A economia, afirmou, oscila de 10% a 25%.

Fábio Leite, CEO da Addiante, avaliou que apesar da concorrência com as próprias montadoras a diferença está em como montar a oferta: ele acredita que há espaço para todos. Foto: Divulgação.

Quanto aos setores em que a Addiante está mais presente o agronegócio lidera, e a logística rodoviária para escoar a safra deve continuar puxando a demanda em 2024. Porém há também setores em que a companhia está estreando, como saneamento e eletricidade, além do last mile.

A empresa só não faz negócio com autônomos e não oferta a mão de obra dos veículos, como motoristas e operadores, embora esse também seja um mercado que está despontando na esteira do crescimento da locação.

Addiante busca dobrar operação de locação de pesados em 2024

São Paulo – Com o propósito de oferecer contratos de locação de veículos pesados, incluídos caminhões, implementos rodoviários, máquinas agrícolas, utilitários e vans, a Addiante, joint-venture formada pela Randoncorp e pela Gerdau em novembro de 2022, celebra a marca de 1,4 mil ativos alugados e projeta encerrar o ano com o dobro deste volume, chegando a 3 mil unidades.

Foi o que afirmou o CEO Fábio Leite em entrevista à Agência AutoData. Ao fazer retrospecto dos primeiros passos do negócio, ele lembrou que começou com o aluguel de carretas, depois de caminhões pesados, on e off road, caminhões médios e de máquinas. Das 1,4 mil unidades contratadas 70% são implementos, 25% caminhões e 5% máquinas.

“Como nascemos utilizando a força da rede de distribuidores Randon, uma vez que a companhia dispõe de mais de noventa pontos em 24 estados, ativamos primeiro a locação de carretas”, contou Leite. “Na sequência passamos a ofertar caminhões e máquinas.”

Para este ano, baseado nas perspectivas dos fabricantes de pesados de ampliar o mercado frente a 2023 – o setor está bastante animado com a realização da 24ª edição da Fenatran, marcada para novembro –, o plano é ampliar a oferta de caminhões e ingressar no last mile, com utilitários e VUCs.

O CEO da Addiante espera que em 2024 a maior parte da demanda continue vindo do segmento de implementos, com 55%, mas com participação menor, abrindo espaço para o de caminhões, o qual se espera que responda por 40%. Máquinas, por sua vez, deverão manter o ritmo de crescimento principalmente diante da perspectiva de retomada de obras públicas e do PAC, Programa de Aceleração de Crescimento.

O executivo lembrou que no Brasil a locação de pesados possui penetração mais tímida se comparado a outros países, mas que o conceito é o mesmo dos veículos leves: a diferença é que esta proposta começou a ser disseminada com força uns dez anos antes.

O fato de não ter a posse do ativo e nem uma dívida de anos, mas uma despesa em seu lugar, argumentou, permite que o cliente foque em sua atividade central e deixe a frota nas mãos de equipe especializada: “Não tem de se preocupar com IPVA, licenciamento, nem com gestão de multas e reciclagem do motorista, em entender a razão da penalidade. Oferecemos isso tudo mais assistência 24 horas e telemetria”.

Mudança de cultura

A respeito da melhora do cenário econômico e do consequente maior acesso ao crédito, Leite refutou: “Vemos muitos clientes querendo trabalhar de forma híbrida ao diversificar a frota. É comum atualizarem de 20% a 40% dos veículos e, o restante, o fazem por meio da locação. Com toda a discussão em torno do ESG esta é uma forma mais acessível de substituir caminhões Euro 3 e Euro 5 por Euro 6”.

Leite assinalou que tem visto evolução de hábitos culturais, com muitas empresas provocando o raciocínio do asset light, ou seja, da estratégia de redução de custos que as levam a manter menor número de ativos. Contribui para esta mudança de pensamento o fato de que muitas companhias atravessarem processos de sucessão em que as novas gerações estão mais abertas a testarem a locação.

O primeiro ano de atividade da Addiante, que nasceu a partir de aporte de R$ 250 milhões, foi, segundo seu CEO, o equivalente a dois anos e meio a três anos do plano de negócios, com aumento de 287% da meta estabelecida para 2023.

Addiante não trabalha com estoque: busca o produto conforme a demanda e em pouco mais de um ano contabiliza a locação de 1,4 mil ativos. Foto: Divulgação/VWCO.

Hoje a companhia possui 26 clientes, como a Scapini Transportes, a Transpedrosa e a Comando Diesel. E a meta é ter dobrado este número até o fim deste ano. Quanto aos fornecedores de caminhões integram o portfólio Mercedes-Benz, Volvo, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Iveco e DAF.

Com sede em Curitiba, PR, recentemente a Addiante abriu escritório em São Paulo. Hoje emprega sessenta profissionais e a ideia é expandir o quadro em 50%, fechando o ano com noventa postos de trabalho.

Stellantis dá a largada para a produção de vans movidas a célula de hidrogênio

São Paulo – A Stellantis iniciará a produção de vans de médio e grande porte movidas a célula de combustível de hidrogênio em suas unidades de Hordain, França, e Gilwice, Polônia. Serão oito versões, baseadas em suas similares 100% elétricas: Citroën ë-Jumpy e ë-Jumper, Fiat e-Scudo e e-Ducato, Opel Vivaro e Monvano e Peugeot e-Expert e e-Boxer.

Assim como os veículos BEV os movidos a célula combustível proporcionam emissão zero de CO2. As vans médias, segundo a Stellantis, oferecem autonomia de 400 quilômetros e reabastecimento em menos de 4 minutos. As grandes reabastecem em 5 minutos e proporcionam até 500 quilômetros de autonomia, segundo a empresa.

“A ação de trazer vans de médio porte com célula de combustível e adicionar vans de grande porte com célula de combustível às nossas linhas de produção é uma prova do compromisso para manter a liderança em tecnologia de hidrogênio de ponta e torná-la disponível aos clientes”, disse Xavier Peugeot, vice-presidente da Stellantis Commercial Vehicles Business. “As habilidades e a dedicação das equipes operacionais e de engenharia são fundamentais à medida que buscamos as ambições do Dare Forward 2030 e mantemos a liderança no segmento de veículos comerciais com emissões zero.”